Joseph Blatter- Mas quem decidiu essa merda de critério?
- Foi o estagiário, senhor

O estagiário vai levar a culpa. Porque certamente, a uma hora destas, ninguém na Fifa vai assumir a autoria da ideia que definiu os critérios para escolha dos cabeças de chave da Copa do Mundo.

A Bélgica e sua geração de grandes promessas e o Corinthians a Suíça e seu maravilhoso futebol de 0 a 0 serão cabeças de chave. A Colômbia e seu belo futebol de “nunca além das oitavas” tem grande chance de também estar no famoso pote 1 do sorteio. O Uruguai talvez. Enquanto isso, Inglaterra e França batem palmas. Holanda e Itália também podem ficar de fora.

O resultado desta bizarra seleção de cabeças de chave é óbvio. Grupos da morte podem pintar aos montes na Copa do Mundo. Que tal Espanha e Holanda, que fizeram a última final, juntas na primeira fase? Ou Argentina e Itália. Quem sabe Alemanha e Inglaterra [não, o Brasil, não. Porque Felipão é rabudo e vai pegar uma chavezinha baba com Bósnia, Irã e uma equipe africana bem fraquinha]. Até o início da rodada de hoje, até Chile e EUA sonhavam em estar no pote 1.

É verdade, o ranking da Fifa precisa ter alguma utilidade que não sejam risadas mensais. Mas usá-lo como critério único de definição dos cabeças de chave foi um tiro no pé. A maioria dos torcedores quer ver as seleções tradicionais avançando. Estas tais seleções tradicionais pertencem a alguns dos mercados mais fortes do futebol. E grupos fortes podem prejudicar a fase de mata-mata. A decisão da Fifa foi ruim do ponto de vista esportivo e provavelmente o será também economicamente.

O ideal seria uma combinação do ranking com outros critérios. Como dar um peso maior, por exemplo, às oito seleções que disputaram as quartas de final na Copa anterior. Ou às semifinalistas dos últimos três ou quatro mundiais. E que este critério não fosse alterado a cada Mundial, como acontece atualmente. O chaveamento seria melhor e o estagiário não perderia o emprego.

Postado por Rodrigo Borges, Esporte Fino

Fonte: Esporte Fino